Lisboa, 14 de Março de 2006 - No próximo dia 13 de Abril, a segunda edição do SAPO Sound Bits vai levar ao Pavilhão 1 da FIL no Parque das Nações, o multifacetado P.Diddy (A.K.A. Puff Daddy), as actuações ao vivo de Boss AC, Mind Da Gap e dos Júnior (vencedores da 1ª edição do concurso de música TMN Garage Sessions). Contará, também, com as participações dos DJ's Chus&Ceballos, Bob Sinclar e do consagrado Erick Morillo, que repete a dose, depois do êxito obtido no SAPO Sound Bits de 2004.
À semelhança do primeiro evento, será renovada a parceria com a Carris, CP, Metro e Transtejo para que todos os portadores de bilhetes para o SAPO Sound Bits 2006 possam viajar de forma gratuita na noite de 13 de Abril - entre as 19h00 e o fim da exploração - nas carreiras que circulam na área de Lisboa. Nesta noite, todos os portadores de bilhete SAPO Sound Bits, poderão deixar o carro em casa e viajar gratuitamente nos transportes públicos, com toda a segurança e muita animação.
A parceria com a MTV é outra das grandes apostas do SAPO Sound Bits, pois vai dar origem, à semelhança de 2004, à realização de mais um MTV Live em Portugal. O canal de música terá uma equipa de produção nacional para a gravação do evento que irá transmitir os concertos de Boss AC, Mind da Gap e Júnior. Além de um programa especial "Backstage Pass" com Boss AC e o "MTV Fanatic" onde os maiores fãs terão oportunidade de conhecer P. Diddy.
Pretende-se que este ano, o SAPO Sound Bits venha confirmar o sucesso da edição anterior que levou 16 mil pessoas a ocupar cerca de 10.000 m2 na FIL, durante mais de 13 horas consecutivas de música ao vivo e de DJ'íng, sempre com uma forte aposta nos géneros House Music, R&B e Hip Hop.
Os bilhetes terão um preço de 35 _ e estarão à venda nos locais habituais (www.ticketline.sapo.pt¸ lojas FNAC; Agência Abreu e na bilheteira FIL) a partir de hoje. O início dos espectáculos está marcado para as 20h30 e a abertura das portas para as 19h30.
Para mais informações:Margarida Morais | 21 500 0157 | margarida.a.morais@telecom.ptRodrigo Meirelles | 21 500 55 54 | rodrigo.m.meirelles@telecom.pt
Bios das bandas e DJ's:
P. Diddy
Sean "Diddy" Combs, mais conhecido por Puff Daddy, faz parte daquele pequeno grupo de artistas que captura e expressa os sentimentos de uma geração, expandindo os horizontes e criando um impacto na sociedade, através da união entre a música e a vida. Tem-se mantido na linha da frente da cultura hip-hop desde o princípio da sua carreira, há mais de 10 anos.
Este nativo de Harlem, na juventude, trabalhou com Father MC, Jodeci e May J. Blige, enquanto jovem executivo da Uptown Records. Em 1993 fundou a sua própria label, Bad Boy Entertainment, que se veio a revelar uma das mais influentes e bem sucedidas no ramo do hip-hop, assinando Craig Mack e The Notorious B.I.G. Ao mesmo tempo Diddy produzia multi platinas para Mariah Carey, TLC, Jennifer Lopez, Whitney Houston, Busta Rhymes e Aretha Franklin. Em 1997 editou o primeiro álbum a solo, "No Way Out", com o qual venceu um Grammy em 1998 "Best Rap Álbum".
A sua performance de "I'll be missing you", com os guest artists Sting, Faith Evans e 112, nos MTV Vídeo Music Awards de 1998, definiu o momento em que o hip-hop finalmente chegou para ficar. Em 1999 é lançado o seu segundo álbum, "Forever" que atingiu a platina e veio demonstrar a sua habilidade para continuar a inovar e entreter.
Em 2004, Diddy celebra o 10º aniversário da Bad Boy, que se havia tornado num mega império multimilionário, abrangendo não só a label, mas também uma linha de roupa e uma cadeia de restaurantes. Faz, também, uma incursão na house music, ao colaborar com os renomados Deep Dish, assumindo os vocais do tema "Let's Get Ill" - Deep Dish feat. P. Diddy. Além de tudo isto, Diddy também tem construído uma carreira de actor, aparecendo em filmes como "Made" e "Monster's Ball" e fazendo a estreia na Broadway em "Raisin in the Sun", além de colaborar com a MTV onde apresenta um show.
Diddy afirmou-se, até hoje, um pioneiro como produtor, rapper e fenómeno da pop, tornando-se um dos extraordinários e inesquecíveis talentos. Seguindo as pisadas de Muhammed Ali e Michael Jordan, Diddy vai deixando uma marca indelével que alterará para sempre o som, a energia e a dinâmica da música.
Erick Morillo
Erick Morillo é reconhecido, por muitos, como o melhor dj do mundo, sendo o proprietário da Subliminal Records, uma das mais importantes editoras de música de dança da actualidade. Como produtor, iniciou-se com o mega-hit "I Like To Move It", sob o pseudónimo Reel 2 Reel, tema que atingiu ouro e platina nos 5 continentes e enquanto Dj é dos mais requisitados a nível mundial, actuando regularmente por todo o planeta.
Venceu o prémio de «Melhor Dj Internacional» em Ibiza em 2002, bem como o "The Best House Dj" nos Ibiza Dj Awards de 2003, título que já tinha ganho em 2001 e em 1998, tendo vencido, em 2004, na "Best Ibiza Night" com as Subliminal Sessions no Pacha Ibiza, além de ser premiado como "Best Dj" nos Mixmag's Annual Ibiza Awards. Editou recentemente o CD Subliminal Sessions 9.
Foi distinguido, em 2005, em Portugal nos Dance Club Awards com os prémios de "Dj Internacional" e de "Álbum Internacional- My World", além de avançar com um projecto de sucesso, a inauguração do Pacha de Nova Iorque de que é co-proprietário.
No decorrer do presente ano Erick Morillo contará com várias residências um pouco por todo o mundo e em clubs de referência: Turnmills em Londres, Dreamers em Marbella, Pacha em Nova Iorque e Ibiza, etc.Prevê-se para Abril a edição do novo single "Dance I Said" feat. P. Diddy, extraído do álbum "My World" e com o carimbo da Subliminal Records.
Bob Sinclar
Proprietário das prestigiadas editoras Yellow Productions e Africanism, Bob Sinclar é responsável por alguns dos maiores êxitos da música de dança, dos últimos anos, dos quais se destacam "I feel 4 u", "Save our soul", "The beat goes on" e "Kiss my Eyes", cujo vídeo-clip foi filmado com Jean Claude Van Damme, tendo surgido na dance scene em 1998 com o hit mundial "Gym Tonic".
Começou por ser uma figura misteriosa, por vezes considerada "um espião, uma jóia, um ladrão, um playboy, um gigolo de luxo, .". Na arte do djing, é dos artistas mais requisitados e conceituados em todo o mundo, actuando regularmente em eventos de moda dos estilistas de topo.
Editou 3 álbuns de originais, preparando-se para lançar no mercado o quarto, "Western Dream", em que Bob Sinclar surge reinventado como um produtor de pop rítmico e dinâmico. O single "Love Generation" é, claramente, o mega-hit de 2005 em todo o mundo e, brevemente, será editado "World:Hold On" o segundo single do álbum, que já faz mover as pistas de dança do planeta. O futuro avizinha-se risonho para Bob Sinclar.
Chus & Ceballos
A dupla Chus & Ceballos é a maior revelação dos últimos anos da "dance scene" mundial e qualquer pessoa que se considere um amante de house music, já passou horas mágicas embalado pela sua sonoridade. Tal sucesso resulta da combinação entre Dj Chus e Pablo Ceballos. O primeiro já era um respeitado dj e produtor, antes de assumir este projecto, enquanto que Pablo Ceballos tinha, já, uma carreira longa no djing e em estúdio, iniciada com apenas 15 anos.
São proprietários da editora Stereo Productions, internacionalmente reconhecida e que recebeu da Deejay Mags o prémio de "Best House Label 2004" e, pela qual saem para o mercado muitos dos seus trabalhos, editando, igualmente, por labels como Yoshitoshi, Shinichi, Slyline, etc. Foram distinguidos nos Dance Club Awards 2004 com os prémios para "Melhor Editora" - Stereo e "Melhor Produtor Internacional" - Chus & Ceballos. As suas recentes produções têm-nos levado a actuar nos mais diversos clubs, tornando-se, assim, numa das duplas de Djs com mais actuações a nível mundial.
Em 2005 remisturaram o hit "Say Hello" dos Deep Dish, mas foi agora que atingiram o auge da sua carreira como produtores, ao serem convidados por Madonna para remisturar o single "Hung Up", em que conseguiram conjugar com mestria os elementos originais da música, que nos transporta aos anos gloriosos do disco sound, com a contundência e solidez do estilo Iberican Sound. Uma faixa que já faz mover as pistas de dança por todo o planeta e que foi um passo de gigante nas suas carreiras. Nas palavras do mago Danny Tenaglia: "Graças a Deus por Chus & Ceballos". Palavras tão sábias nunca haviam sido ditas.
Boss AC
É o regresso do grande poeta urbano. Depois de "Mandachuva" (1998) e "Rimar contra a Maré" (2002). Boss AC assina neste seu terceiro álbum de originais - "Ritmo Amor e Palavras" - uma declaração de amor expressa na diversidade de palavras e ritmos com que constrói a sua música. Um disco que se aventura por diversos quadrantes sonoros e que se pode gabar de apresentar uma galeria impressionante de convidados, nacionais e internacionais.
Artista polivalente e multifacetado é no palco que Boss AC dá largas a toda a sua habilidade para mestre de cerimónias por excelência. Trabalhando já a apresentação ao vivo de "Ritmos Amor e Palavras" Boss AC prepara-se para oferecer um espectáculo de poesia urbana, cantada, dita, cuspida com raiva, a entrega e a tenacidade daquele que será porventura o maior MV português da actualidade. Um verdadeiro "happening", capaz de congregar os mais defensores acérrimos da linha dura do rap, par a par com multidões de sensibilidade pop.
Boss AC, poeta urbano, produtor, MC, pioneiro e nome maior do firmamento Hip Hop nacional é, acima de tudo, um artesão de ritmos e palavras. Tendo construído uma carreira longa de uma década, invulgarmente diversa, sabe continuamente renovar-se, explorar e partir em múltiplas direcções, mas sem nunca perder o norte da cultura que orienta, hoje como ontem, o seu trabalho. E sempre com o mesmo à vontade de quem sabe que a liberdade criativa é o único imperativo - "As etiquetas eu dispenso; "Sou igual e diferente".
Mind Da Gap
A carreira dos Mind da Gap é um caso raro de persistência e sucesso. Desde o seu nascimento em 1993, ainda como Da Wreckas, a banda não parou de crescer, sem nunca ter deixado de ser fiel aos seus princípios, evitando os caminhos mais fáceis e as mais vãs tentações. Foi sempre o amor ao Hip Hop que os moveu, e o acreditar que havia espaço para a afirmação do género entre nós que determinou a forma decidida como estruturaram a sua carreira.
Em 1994, depois de terem recusado participar no "Rapublica", gravam a sua primeira maqueta como Mind da Gap e causam desde logo grande impacto no meio, chegando ao primeiro lugar do top de ouvintes do Rapto (programa de radio de José Marinho e referência máxima do movimento em Portugal), onde permanecem durante inúmeras semanas, com "Piu Piu Piu". Assinam contrato com Nortesul e gravam o seu E.P. estreia que é editado no início de 95. O talento da banda é inegável, os seus instrumentais surpreendentes, e o estilo dos seus rappers único, mordaz e promissor na forma como aproveita o potencial fonético da nossa língua.
A sua estreia em álbum aconteceu em 97 com "Sem Cerimónias" e foi sem dúvida um momento decisivo para o Hip Hop nacional. Os Mind da Gap oferecem-nos o seu primeiro grande exercício de qualidade e maturidade estética. Enquanto muitos desistiam o colectivo reforçava a sua vontade de impor o género entre nós e, com a cumplicidade da sua editora investiam como nunca (a contratação do eng. Nova-iorquino Troy Hightower para misturar o disco é prova disso) na execução de um álbum que viria a ser o primeiro momento sério e definitivo do Hip Hop português.
Depois de "Sem Cerimónias" nunca mais o movimento seria o mesmo, e a fasquia era agora mais alta do que alguma vez se teria pensado anteriormente. Em 2000 surge "A Verdade" e, mais uma vez os Mind da Gap crescem e inovam. Instrumentalmente. Serial confirma-se em definitivo como um produtor genial capaz de surpreender constantemente, tendo em Ace e Presto os aliados perfeitos, conseguindo que o discurso da banda seja cada vez mais coeso, fluido e acima de tudo personalizado. O Português parece agora uma língua desenhada para o género.
Chega 2002 e "Suspeitos do Costume". A maturidade da banda é inquestionável, a sua segurança impressionante, a sua coesão impar. A fasquia volta a subir e este novo registo afirma-se como uma obra maior, o momento de maior génio do Hip Hop nacional. Um álbum que ultrapassa os limites naturais do movimento e que duma vez por todas coloca a banda como uma das referências fundamentais da mais jovem geração nacional. Isso leva "Suspeitos do Costume" a alcançar o galardão de disco de prata... um feito pioneiro no Hip Hop nacional.
A banda desdobra-se em concertos, corre o país de norte a sul e a vizinha Espanha, angaria cada vez mais militantes, consolida como nunca o género por todo o território nacional e prova duma vez por todas, apesar de inúmeras resistências, que existe espaço para o movimento no mercado discográfico português.
Depois de 4 anos na estrada, os MDG vão voltar em Abril de 2006 com um novo e entusiasmante álbum, onde se reforça e aumenta toda a maturidade e crescimento artístico dos seus elementos. Produzido, como sempre, por DJ Serial e acompanhado pelas rimas de Ace e Presto, as canções de " Edição Ilimitada", o nome dado a este novo registo, e que terá edição via NorteSul, tiveram o "toque" de Troy Hightower que misturou o álbum e que volta assim a colaborar com os MDG.O single "Não Stresses" já roda nas rádios. Um tema forte e actual, que concerteza vai ficar a figurar nas inúmeras canções "clássicas" dos MDG e do Hip Hop nacional.
Junior
Com cerca de três de anos de existência, Junior é o colectivo de hip-hop vencedor da 1ª edição do concurso de música TMN Garage Sessions. O grupo - composto por Junior, Fred, Papa e Mike - encontra-se actualmente em estúdio a trabalhar no seu primeiro álbum de originais, cuja edição está prevista acontecer entre Maio e Junho deste ano. Enquanto o álbum não chega podemos ouvi-los na compilação Nação Hip-Hop 2006 com o tema "Celebração de uma Vida Normal" e, em breve, no álbum "Revistados 25-06" com "Essa Fada", re-leitura do original dos GNR.